Após reunião do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com os presidentes dos principais bancos privados e com o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, disse que o governo está aberto ao diálogo e aceita discutir alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações (Financeiras) sobre uma série de transações.
“Estamos sensíveis, abertos ao diálogo. Vamos nos debruçar sobre as alternativas”, disse Durigan. Segundo ele, “premissas foram colocadas do nosso lado, do ponto de vista regulatório e fiscal”.
Ele afirmou ainda que, durante o encontro na manhã desta quarta-feira, foram discutidas alternativas trazidas pela Febraban. “Tivemos uma reunião muito construtiva”, acrescentou.
Durigan também disse que segue o diálogo para estudar e entender o que tem de alternativas “e poder tomar uma decisão no momento seguinte”. Ele lembrou que o governo já fez uma correção no texto do decreto antecipando “eventuais problemas” que poderiam ter na abertura do mercado no dia seguinte ao anúncio, que era a alta do IOF sobre investimentos no exterior.
Já o presidente da Febraban afirmou que o foco da reunião na Fazenda foi o aumento do IOF sobre operações de crédito, “sobretudo operações que não eram taxadas, como risco sacado”. Sidney afirmou também que a operação de “risco sacado” é muito importante para o varejo e para os fornecedores e “está bastante encarecida” depois da mudança do IOF.
De acordo com Sidney, o impacto da elevação do IOF é “severo” no custo do crédito. “Não só trouxemos a posição contrária, não só trouxemos para o ministro Haddad os números dos impactos que, repito, são relevantes, são severos para o custo do crédito, mas trouxemos alternativas de fontes de receitas e de redução de despesas. Não iremos detalhar agora essas alternativas porque elas serão debatidas e detalhadas tecnicamente entre a Febraban e o Ministério da Fazenda.”
“Saímos daqui com percepção clara de que diálogo foi aberto com ministro”, prosseguiu Sidney. “Mas acho que o equilíbrio (das contas públicas) não deve vir de aumento de impostos.”
Haddad recebeu na manhã desta quarta-feira, além de Sidney, os presidentes do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho; do Bradesco, Marcelo Noronha; do Santander, Mario Leão, e do BTG, Roberto Sallouti.
Do lado do governo, participaram, além de Haddad e Durigan, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, e o secretário de reformas econômicas, Marcos Pinto.
*Com informações do Valor Econômico
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