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Prato de arroz, feijão e carne fica quase 10% mais barato em 2025

Um prato de comida montado com arroz, feijão e carne bovina (considerando corte traseiro, como picanha, alcatra e patinho) ficou 9,94% mais barato em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

Os dados de outubro mostram uma redução significativa nos itens no acumulado do ano, com o arroz caindo 22,82% e o feijão, 4,51%. Entre as “misturas”, tanto o corte traseiro (-2,49%) da carne bovina quanto o dianteiro (-0,60%) viram seus preços recuarem.

Segundo Marcio Milan, vice-presidente da ABRAS, houve um movimento de acomodação dos preços após a forte aceleração observada no segundo semestre de 2024, quando as exportações aquecidas, a demanda interna mais firme e as queimadas pressionaram os valores da carne bovina para cima.

Cesta de produtos cai pelo quinto mês seguido

O Abrasmercado, indicador que mede a variação de preços de 35 itens de supermercado, caiu 0,08% em outubro, chegando ao quinto mês seguido de retração e acumulando uma queda de 2,99 no período. Até outubro de 2025, a variação é negativa em 0,57%.

Com isso, o valor médio da cesta passou de R$ 799,70 em setembro para R$ 799,08 em outubro.

Entre os alimentos básicos, houve recuos no mês para:

  • Arroz (-2,49%);
  • Leite longa vida (-1,88%);
  • Açúcar refinado (-0,92%);
  • Massa sêmola de espaguete (-0,61%);
  • Farinha de mandioca (-0,34%);
  • Farinha de trigo (-0,32%);
  • Café (-0,31%).

Enquanto isso, subiram óleo de soja (+4,64%) e feijão (+1,64%) em outubro.

Alimentos in natura também tiveram altas: batata (+8,56%) e tomate (+2,15%). A única queda foi da cebola (-1,13%).

Nas proteínas animais, houve reduções nos preços de ovos (-2,66%) e na carne bovina — corte dianteiro (-0,34%) e pernil (-0,11%). Já o corte traseiro (+0,37%) e o frango congelado (+0,36%) subiram no mês.

Em produtos de uso pessoal, as variações foram:

  • Shampoo (+0,68%)
  • Creme dental (+0,34%)
  • Sabonete (-0,24%)
  • Papel higiênico (-1%)

Na limpeza doméstica, houve queda no detergente (-0,70%), desinfetante (-0,19%) e sabão em pó (-0,17%). A alta veio da água sanitária (+0,47%).